Sei lá, a morte da Marisa Letícia, esposa do Lula, me fez refletir. Não sou uma admiradora da família Lula da Silva, não concordo com a ideologia política deles, mas fiquei pensando, é a vida de um ser humano que teve o seu fim e que no Sírio Libanês ou no Sus, Dona Marisa, como diz Ariano Suassuna em "O Auto da Compadecida", "Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre".

Eu fico pensando que esse fato seria uma boa oportunidade para pararmos e avaliarmos como essa briga Direita Vs Esquerda é insignificante perto da complexidade da vida, que esse discurso de nós contra eles, mortadelas contra coxinhas e o fatídico nós somos bons e eles são maus não leva ninguém pra lugar nenhum, muito menos o Brasil. 

Não existem mocinhos e vilões, não existem heróis aqui, existem apenas serem humanos frágeis e, pasmem, mortais.

O que é realmente importante na vida? Poder, vitória, dinheiro? O que mais importa, que a sua ideologia política é melhor do que a do outro? Transformamos política em torcida e diante da morte de uma pessoa que fez parte deste jogo político, ao invés de pararmos para olhar para nós mesmos, apenas criamos mais munições para acusações de todos os lados e mais briga, mais conflito.

Mesmo eu rejeitando a esquerda, não sendo fã da extrema direita e vendo cada vez mais que ambos os lados tem mais se misturado em suas hipocrisias do que qualquer outra coisa, gostaria de pensar que o falecimento da senhora Marisa poderia nos mostrar nosso próprio perecimento e que nenhum de nós é dono da verdade ou está acima do bem e do mal, não somos perfeitos, erramos, somos injustos mas mesmo com tudo isso podemos ser melhores, Logo nós, os seres humanos.

Foi essa a frase que eu vi uma colega da faculdade publicar no facebook. A princípio não entendi o motivo daquilo.  Cheguei a pensar que era algo referente à mim, pois sou evangélica, mas mesmo assim não compreendia, sempre nos demos bem, tínhamos conversas agradáveis e tudo mais. Percebi que aquilo não era um ataque nominal à minha pessoa, mas mesmo assim me senti ofendida, li o post que continha a frase, ela estava comemorando a aprovação do casamento homoafetivo nos EUA e dizia no post que “o amor venceu”. Mas como? Como você comemora o reconhecimento de um direito, o amor, com uma frase tão carregada de ódio? Olhei o twitter e a hastag da vez era #chupamalafaia e assim foi durante aquela semana.

Não vou entrar no mérito de concordar ou deixar de concordar com o casamento homoafetivo, pois eu não sou dona da verdade. O que a doutrina da minha religião diz a respeito desse assunto só cabe a quem escolhe seguir a minha religião, ou seja, cabe à mim, não vou impor à ninguém.

Pois bem, essa frase mexeu comigo: “Crentes, vocês me enojam”, fiquei chateada, mas decidi não comentar nada com a pessoa que escreveu, não fiquei com raiva dela, tive que deixar pra lá, não ia adiantar mesmo argumentar. Das poucas vezes que tentei argumentar sobre ofensas proferidas contra a minha religião a reação de quem atacava sempre foi: “Vocês são um lixo, preconceituosos, só vemos evangélicos envolvidos em casos de intolerância, vocês são maus e pronto”. É uma sentença sem a possibilidade de recurso. Estamos errados. SEMPRE.

Certo dia, quando critiquei o fato de uma Transexual simular uma crucificação em uma manifestação, pois achei a cena desnecessária, outro colega comentou que os gays já tem que aguentar os evangélicos em todos os cultos falando mal deles, sendo assim, seria justo eles revidarem. Fiquei perplexa, o meu colega realmente pensava que era isso que nós fazíamos nos cultos, questionei se ele já havia ido á uma igreja evangélica, ele disse que não, expliquei para ele que aquilo não fazia sentido, que ninguém ia para um culto fazer aquilo, que nós orávamos e cantávamos, líamos a bíblia e depois cada um ia para sua casa, ele começou a entender que não era bem aquilo que ele estava pensando. 

Senti a necessidade de escrever o Texto “Todo Mundo Odeia o Crente” e para minha felicidade e alívio este colega leu o meu texto e me disse que aquilo foi útil para ele. Percebi então que uma parte do mau juízo feito contra os evangélicos é resultado de desinformação, além é claro de uma parcela de evangélicos que infelizmente fazem o que chamamos de “dar mal testemunho”, onde apenas dão mais munição para que as pessoas não gostem de nós.

Como todos sabem, sou filha de um Pastor e de uma Missionária, tive uma criação estritamente metodista, tradicional, no que diz respeito a ser racional quanto à minha fé. Em uma criação metodista, se vocês não sabem, somos estimulados a ler muito, estudar muito a bíblia e ter uma visão lúcida sobre as coisas, os cultos obedecem um certo padrão de horário e liturgia, metódico, daí vem o nome, METODISTA. Além de ter uma família evangélica, também trabalhamos com outras igrejas de outras denominações, posso afirmar que já fui na maioria dos cultos da maioria das diferentes vertentes evangélicas, já vi de tudo dentro das igrejas e quando eu digo tudo é TUDO mesmo, podem acreditar.

As vezes eu reflito sobre a minha vida na igreja, desde a infância, e posso afirmar com 100% de certeza que não fui criada para apontar o dedo nessa neurose de “espirrou, pecou”, nunca vi pessoas dentro das igrejas durante os cultos xingando gays ou chutando imagens de santos, nunca vi essas coisas horrorosas das quais acusam a minha religião, já visitei um número incontável de igrejas e denominações e NUNCA PRESENCIEI ESTAS CENAS.

Muita gente quando me conhece diz que eu sou diferente dos evangélicos, que sou uma minoria, NÃO MEUS AMIGOS, FAÇO PARTE DA MAIORIA, DA MAIORIA SILENCIOSA. Enquanto uma parcela de pessoas que se intitulam praticantes ou até mesmo líderes da nossa fé saem pelas ruas e pela mídia vomitando preconceitos e distribuindo intolerância, A MAIORIA de nós está vivendo a própria vida, como pessoas normais, a espera do próximo culto, para revermos nossos irmãos de fé e adorarmos a Deus da nossa maneira.

Já disse isso e preciso dizer de novo: NÓS NÃO SOMOS UMA COISA SÓ! Nós os evangélicos somos muito diversificados, possuímos inúmeras correntes de pensamentos, doutrinas e maneiras de praticarmos a nossa fé, por este motivo nos reduzir a uma única concepção não é um ato muito inteligente. Muitos dos que nos taxam de alienados, ignorantes, chatos, preconceituosos, fundamentalistas nunca sequer já congregaram em uma igreja, há ainda uma parcela de críticos que tiveram experiências ruins com uma determinada denominação e aplicaram isso para toda a religião. É como se você comesse uma maça podre e passasse a acreditar que todas as maçãs estão estragadas.

Não vou mentir, não somos perfeitos, existem muitas coisas erradas no meio evangélico, muitas heresias, falta de respeito, desvios de finalidades, muita gente tirando proveito econômico da fé alheia. Existem sim pessoas fanáticas no meio evangélico, mas eu pergunto, não existe fanatismo em outros meios? Quando uma torcida entra numa briga e quase mata a outra eu não vejo ninguém dizendo que o futebol deve acabar, quando um torcedor mata outro não vejo ninguém dizendo que o futebol é a pior coisa do mundo! E por qual motivo com os evangélicos deve ser diferente? Qual é o motivo dessa indignação seletiva de vocês?

Como vocês tem a coragem de dizer que defendem igualdade e respeito se tudo o que eu vejo são xingamentos para a minha religião? Como vocês tem a coragem de dizer que APENAS NÓS PRATICAMOS INTOLERÂNCIA RELIGIOSA SE VOCÊS SÓ SABEM NOS XINGAR? Como combater um preconceito cometendo outro? Quem VOCÊS pensam que são?

O grande problema é que pessoas como SILAS MALAFAIA, EDIR MACEDO, VALDOMIRO SANTIAGO, MARCO FELICIANO e afins simplesmente se intitularam PORTA-VOZES dos evangélicos e VOCÊS compraram essa ideia, pois é muito cômodo pegar declarações polêmicas e carregadas de ódio de pessoas que não respondem pelos evangélicos para CRUCIFICAR UMA RELIGIÃO INTEIRA! Não! Eles não nos representam, eles não são nossos papas!

Eu morei por anos na MESMA rua na qual fica a igreja do PASTOR SILAS MALAFAIA e nunca, nunca entrei na igreja dele. Sendo assim, é extremamente injusto me responsabilizar, responsabilizar a minha religião pelas coisas que ele diz. Vocês são tão hipócritas por ficarem em seus pedestais se julgando melhores do que nós, mais espertos e inteligentes, nos ofendendo, dizendo absurdos, destilando amargura e ódio.

A intolerância religiosa foi o tema da redação do ENEM deste ano e a única coisa que eu vi foram pessoas sendo, pasmem, INTOLERANTES! Na cabeça de muitos de vocês apenas os evangélicos são intolerantes e isto os faz cegos para perceberem a quantidade de maldade e de ódio que vocês disseminam no mundo. Como vocês se contradizem quando declaram que não merecemos nada de bom, que somos maus sem nem ao menos nos conhecer de verdade.

O que vejo é uma horda de pessoas que se baseia no que assiste na televisão, nas declarações polêmicas de indivíduos, nas opiniões de celebridades que tão pouco tem a dimensão do que dizem, não vejo ninguém ter a curiosidade de se informar, de saber mais, de entender. Vejo opiniões construídas pelo senso comum, pelo que foi lido na internet, por links no facebook que nem ao menos foram abertos.

Apesar dos absurdos que ouço e leio, apesar dos colegas que me decepcionaram, sei que existem pessoas que não são assim, sei que existem pessoas que independente da minha religião me enxergam como eu sou. Acima de tudo eu acredito que existe um Deus, que ele é bom e que ele me ama e que te ama mesmo que você não acredite nele.

PARA QUEM ME CONHECE E PARA QUEM NÃO ME CONHECE, SIM, SOU EVANGÉLICA, SOU O QUE VOCÊS CHAMAM DE CRENTE. TENHO MUITO ORGULHO DE SER QUEM EU SOU. TENHO MUITO ORGULHO DA MINHA RELIGIÃO. NÃO TENHO VERGONHA DO DEUS QUE OS MEUS PAIS ME ENSINARAM A ACREDITAR.

SOU CRENTE SIM, E SE VOCÊ TEM NOJO DE MIM, SÓ LAMENTO.

“E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”
Lucas 23:34

EU SEI QUE NÃO ADIANTA NADA EU ESCREVER ESSE TEXTO, MAS PELO MENOS ESTOU DEIXANDO BEM CLARO O QUE EU PENSO, MESMO QUE NINGUÉM SE IMPORTE.


A Faculdade com certeza foi um dos períodos mais importantes da minha vida, aprendi muito da profissão que decidi escolher e, principalmente, aprendi muito sobre pessoas.

Tem gente boa no mundo, mas na faculdade percebi que também existem as pessoas más, não são apenas as incompreendidas, as que não conseguem lidar com as frustrações, pessoas más, gente ruim, que quer o mal dos outros, que trama contra as pessoas se disfarçando de amigas e de forma impressionante vi como esse tipo de gente consegue arrebatar os demais. Se fazem de amigas, companheiras, posam como evoluídas e sábias, mas querem ver os outros pelas costas, o poder de persuasão é impressionante.

Também tem a parte boa, conheci pessoas extraordinárias, que não se deixaram vencer pelas adversidades da vida, conheci gente forte de verdade, que se doa, que não vive em função de praticar o mal, conheci pessoas que realmente estavam ali por um sonho, que estavam ali para se tornarem pessoas melhores e finalmente percebi que eu sou muito mais forte do que pensava.

Sabe, todo mundo diz que quando a faculdade acaba a gente sente falta e em parte isso é verdade, dá saudade dos momentos bons, da convivência com as pessoas especiais, das piadas, do café na cantina onde todo mundo conversava e ria, mas se você me perguntar se eu queria voltar, se eu queria viver tudo de novo, a minha resposta é não. Foi uma das maiores experiências da minha vida, mas passou. O que eu aprendi, o que descobri, a pessoa que me tornei, as amizades verdadeiras que fiz permanecem, mas aquilo acabou e é bom que tenha acabado.

Por toda a minha vida, durante a criação dada pelo meus pais eu sempre soube: a vida é maior do que eu. Estudei em 6 colégios diferentes, me mudei de casa 13 vezes em 3 cidades diferentes e mudei de faculdade uma vez, sou mais do que consciente que a vida é muito maior do que a nossa turma de colégio, do que nossa turma de faculdade, do que os laços que construímos. A vida não é para amadores, a vida está pouco se lixando se você era a garota popular do colégio, se dava os melhores churrascos na faculdade ou se a sua mesa da cantina era a mais cheia e é aí que está a beleza, a mutação da vida, onde você tem que se reconstruir e se reinventar sempre. 

A parte triste é ver que nem todo mundo consegue superar essas coisas logo de cara, muita gente se prende ao passado, tanto nas coisas ruins como nas coisas que foram boas. É triste ver que muita gente só tinha aquilo, e quando acabou, ficou sem chão, sentindo que faltava uma parte, não falta nada queridos, a gente mesmo se completa, as coisas que aprendemos nas nossas jornadas pessoais nos completam, as pessoas que amamos, o trabalho e enfrentar a vida nos completa.

O mundo é tão grande, mas a gente não consegue perceber se ficar com a mente fechada, tudo vai além, além de quem fomos na escola, de quem fomos na faculdade, além! O emocionante é seguir em frente, é olhar pra frente e perceber que os limites só podem ser impostos por nós mesmos! Acredite, somos muito mais do que pensamos.

Supere! Seja mais! Cresça! E nunca, nunca se conforme! Lute para ser tudo aquilo que você quer ser!

Eu já deixei muitos lugares, muitas pessoas, por coisas da vida que eu não controlava, nunca fiquei parada no mesmo lugar, mas não vejo isso como uma qualidade que me faz melhor do que os outros, hoje vejo isso como uma benção, algo que nunca permitiu que eu me prendesse, que eu me limitasse. Coloquei na minha cabeça e no meu coração que toda vez que eu precisasse ir embora, toda vez que uma etapa da minha vida se findasse eu seguiria em frente, eu iria e não olharia para trás, lembraria das coisas boas, tomaria as coisas ruins como aprendizado, mas nunca, nunca olharia para trás. E esse é o meu conselho para quem estiver lendo esse texto: SIGA EM FRENTE, SUPERE E NÃO OLHE PARA TRÁS!

SEU FUTURO ESTÁ APENAS COMEÇANDO.

GET OVER IT!


O TEXTO É GRANDE MESMO, ESTOU MUITO ESCRITORA DE TEXTÃO SIM!

Você sabem que eu não problematizo tudo, Brasil tá em crise e eu tenho que trabalhar pra pagar minha Mary Kay e meu Netflix, porém esse episódio da estampa da Maria Filó me fez pensar sabe? Eu sei que a gente tá vivendo numa época bem complicada e chatinha com a geração tombamento, os defensores da classe operária que tem Iphone e passam férias em Ibiza, empreendedores de palco, ativistas de sofá, intelectuais de textão no facebook (me?), problematizadores a rodo e os famigerados mimizentos.

A gente realmente tá vivendo numa geração de muito barulho por nada. Mas esse caso da estampa da Maria Filó me fez pensar de verdade. É muito difícil, eu diria até impossível falar de racismo quando você não é negro, e quando eu digo negro, é negro mesmo, não tô falando da grande fatia mestiça da população que, como eu, se identifica como pardo ou até “não branco”, das morenas ou mulatas, tô falando da pessoa negra com pele escura e com o cabelo crespo, nariz largo, lábios grossos e demais variações: NEGRO.

Eu vou te falar que eu, mesmo sendo uma “não branca”, nunca sofri racismo, nunca mesmo. Já penei muito na vida por causa do meu peso, da minha maneira de vestir, mas nunca por causa da minha cor. Eu sinto que é essa referência que muita gente usa pra falar que racismo não existe ou que é mimimi e que as pessoas estão problematizando. Mas é o seguinte: se você não é negro, por mais que você tenha boa vontade, NÃO, você não entende o que é racismo, não mesmo, nem eu e nem você. A gente não tem condição de saber 100% como uma pessoa negra se sente na vida.


A única vez que eu cheguei perto de entender o sentimento que pode envolver uma pessoa negra por toda a vida foi quando eu vi o filme 12 anos de escravidão, cara aquele filme mexeu comigo, talvez pelo fato de a maioria das produções que retratam a época de escravidão deixar a gente tão hipnotizada com os vestidos e penteados das sinhás e até com personagens negros vestidos como os brancos dominantes, que a gente não consegue parar pra pensar em como a escravidão representa algo tão cruel, esse filme é mais realista e realmente tem o foco na situação dos escravos: eles eram nada, eram menos que nada, estavam abaixo dos animais, abaixo até de objetos, pois se você pensar bem as pessoas cuidam bem de seus objetos para que eles não sejam danificados, mas um escravo era menos do que uma escova de cabelo.

Seres humanos eram tratados da forma mais degradante possível, viviam em situação de extrema pobreza, não tinham acesso à higiene, à comida de qualidade. O que mais me chocou quando parei para pensar nesse período da história foi perceber uma pessoa vivendo sem ter nada que fosse dela, sem ter roupas que fossem suas, sem ter direito a tomar banho, nem seu corpo lhe pertencia, é um negócio que mata a gente, pensar que pessoas foram obrigadas a viver dessa maneira.



Princesa Isabel aboliu a escravidão, passou um tempão, a galera seguiu com a vida e tudo bem... Mas aí que vem a parte do episódio da estampa da Maria Filó: no Brasil as pessoas negras já crescem sendo lembradas, de que elas vieram dos escravos, que elas nem estão aqui por vontade própria dos seus antepassados, diferente dos descendentes de Italianos, Judeus ou Japoneses, o povo deles foi simplesmente arrancado de casa e jogado aqui. Não tô dizendo que as pessoas negras são coitadinhas e dignas de pena, esse passado imundo não determina o que uma pessoa negra deve ser hoje, mas para pra pensar no peso disso durante a vida. Além disso, as pessoas negras já tiveram que conviver enquanto cresciam com uma sociedade que dizia que o cabelo delas estava errado, que a pele delas estava errada, que o formato do nariz delas estava errado e no caso das mulheres com a hipersexualização de seus corpos.

Claro que hoje em dia já há um movimento pela representatividade das pessoas negras, presidente americano negro, princesa da Disney negra, protagonista da novela das 8 negra e até vencedora do oscar negra, olha que avanço! Mas será que isso já é o bastante? Além do mais, hoje nós temos uma questão bem séria também sobre quem é considerado negro, pois é muito fácil dizer que a moça com a pele cor de chocolate e cabelo bem cacheado é uma negra linda, mas ignorar totalmente a garota com a pele super escura e com o cabelo crespo. Temos a glamourização da mulata como negra autêntica e uma crise de identidade sobre a “negra ideal”.


Voltemos a falar da famigerada estampa da Maria Filó, tenta imaginar como é cruel pra um povo que há menos de 200 anos era tratado feito lixo, que por “benevolência de uma princesa” teve a permissão de viver em sociedade, hoje em dia acorda de manhã, estuda, trabalha, constitui família, vive por aí e quando vai comprar uma porcaria de uma blusa numa loja vê uma mulher negra servindo uma sinhá branca numa droga de uma estampa e percebe que um dos períodos mais vergonhosos da história é encarado como “arte” ou “artigo de moda”! É como se um judeu comprasse uma blusa com uma estampa do holocausto!

Eu nunca vou entender 100% como uma pessoa negra se sente em relação ao racismo, mas eu sei que quando eu estava na faculdade não dava pra contar 5 pessoas negras nas turmas que eu frequentava, eu sei que eu cresci vendo colegas negras na escola sendo chamadas de cabelo de ninho de rato e que eu nunca vou compreender o que esse estigma da escravidão, do racismo significa de verdade.

Tá bem complicado hoje em dia separar o mimimi e a problematização gratuita das coisas que realmente precisam ser discutidas, mas simplesmente julgar como arte um troço tão feio da nossa história é algo a se pensar. Classificar como racismo não é algo que caiba a mim, mas que essa história toda é uma tremenda de uma falta de noção, isso é.

A tal estampa foi inspirada na obra do pintor francês Jean-Baptiste Debret, todo mundo conhece as pinturas dele, retratam mesmo esse período da escravidão e estão nos livros de história e na abertura da novela Escrava Isaura que a Record fez em 2004. A gente entende que o cara retratou o cotidiano da época e até reconhece a importância histórica de retratar esse período até para se ter alguma noção de como aquilo tudo ocorreu, mas gente, pelo amor de Deus, ESTAMPA DE BLUSA? SÉRIO?

Vamos à um exercício: tenta imaginar que essa estampa da Maria Filó seria como se alguém pegasse a pior parte da sua vida, uma parte que você quer esquecer, ou que te magoou demais, transformasse isso em “arte” e um tempo depois uma marca de roupa achasse o desenho bonitinho e colocasse numa camiseta. Então: é a mesma coisa.

E para a Maria Filó, apenas melhorem. Close erradíssimo.

Entenda a polêmica AQUI.

(...) Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3

Eu sou aquela garotinha magrela que ficava sentada no fundo da sala chorando e querendo a  mãe, que era zoada por ser magra demais e que chorava por tudo, que era surpreendentemente quieta e que falava pouco.

Eu sou aquela garotinha que demorava a se encaixar, que amava as aulas de educação artística pois adorava desenhar, pintar e criar coisas. A garotinha que teve que estudar em 6 colégios diferentes e se mudar 13 vezes acompanhando os pais missionários.


Eu sou aquela garotinha que andou de elefante no circo do Beto Carreiro, que adorava visitar museus e contava os dias para a próxima bienal do livro, que gostava de fazer pokémons de massinha, fazer cidades de papel e brincar na quinta da boa vista.


Eu sou aquela garotinha que cortou a franja no colégio e chegou em casa parecendo que tinha um bumbum de pombo na cabeça e que caiu de cara no chão na escola e machucou os lábios, ficando um bom tempo com um “bigode” de casquinha de ferida. Aquela garotinha cheia de cachinhos que gostava de imitar a Eliana.



Eu sou aquela garotinha que quando crescesse queria ser deputada, mas que depois descobriu o que os deputados faziam decidiu ser Advogada. A garotinha que sofreu bullying por ser magra demais, por ser gordinha demais, por ser muito quieta, por ser muito faladeira e por ser evangélica (pois é).


Eu sou aquela garotinha que em uma lição de humildade dada pelo pai, em um certo Natal escolheu a melhor boneca da loja acreditando que seria um presente para uma outra menina que não tinha nenhum brinquedo e que depois ficou um pouco decepcionada quando descobriu que a boneca na verdade era pra ela mesma, pois ela realmente gostaria de ver a alegria de outra pessoa.


Eu sou aquela garotinha que ficava brincando embaixo da mesa de trabalho da mãe, que no retiro de carnaval da igreja ao invés de ficar brincando com as outras crianças preferia ficar jogando sinuca com o pai. A garotinha que viajava com os pais missionários e que aprendeu que o mundo não é um lugar justo para todos.



Eu sou a garotinha que depois que se adaptava nunca permitia que alguém se sentisse excluído, que odiava competição plantada e ver pessoas oprimindo outras. Aquela garotinha que sempre perdoava tudo o que faziam com ela e que tentava compreender à todos, mesmo aqueles que queriam seu mal.


Eu sou aquela garotinha comum e especial ao mesmo tempo, sem mimimi, e sem papo de criança índigo superior, eu era aquela garotinha com suas peculiaridades e normalidades, uma criança feliz, criada pelos melhores pais do mundo. Eu sou aquela garotinha que aprendeu a importância de sempre ajudar os outros, a não se sentir melhor do que ninguém e a rejeitar a falsa humildade.

Eu ainda sou aquela garotinha, que passou por alegrias e tristezas que se alegrou e que infelizmente se decepcionou com muita coisa e com muita gente, mas que não deixou que ninguém apagasse a sua essência e que mesmo sabendo que quem é luz incomoda quem é das trevas, não vai deixar que ninguém a apague.

Posso não estar nos meus melhores dias, mas tenho orgulho da criança que fui e da adulta que me tornei, me orgulho de nunca ter sido falsa e mesquinha e, acima de tudo, me orgulho de nunca, em hipótese alguma querer o mal de alguém.


O mal do mundo não vai me mudar!

Aquela garotinha sou EU!


Hoje vou falar de uma história de amor. De um amor que não é meu. De uma história que não é minha, afinal nunca amei ou fui amada (nada contra, só não é pra mim). Uma história de amor da qual eu só assisti o triste fim, mas que o desenrolar eu consegui montar como um quebra-cabeça pelas partes que me foram contadas pelos amigos e conhecidos do desafortunado casal.

Eram dois Jovens, inteligentes, bonitos e com um futuro brilhante traçado, tanto ele quanto ela altos funcionários de uma poderosa estatal que hoje não é mais tão poderosa assim, parece até que ela pereceu junto com a história deles.

Eles eram noivos, ricos, com o casamento planejado, tudo com muito luxo, o céu era o limite, no entanto dentre os muitos traços de personalidade que tinham em comum, um se mostrou como a ruína de suas vidas: a teimosia.

A mãe dele não aprovava a noiva, por motivos que eu até hoje desconheço, o fato é que a futura sogra deu um ultimato, mandou que o filho escolhesse entre a mãe e a noiva, quem poderia condená-lo pela sua escolha? A mulher que ama ou a mãe que ama? Às vezes eu penso que de um jeito ou de outro ele sempre teria feito a escolha errada, sendo ela qual fosse. O Jovem escolheu a mãe, desfez o noivado, deixou a noiva arrasada, ela nunca mais foi a mesma, nem ele.

Ele cuidou da mãe até o leito de morte, nunca saiu do seu lado, depois da morte da mãe tentou reatar sua história com a ex-noiva sem sucesso: ela se sentiu magoada, rejeitada, com seus sonhos despedaçados, ela me disse isso.

No entanto eles continuaram amigos, continuaram unidos ao longo dos anos, sempre senti que alguma coisa os unia, uma daquelas forças espirituais que não conseguimos enxergar, tanto ele quanto ela nunca se casaram, nem tiveram filhos, nunca se prenderam a ninguém, mas sempre estiveram presos um ao outro. Na estatal na qual trabalharam durante muitos anos ganhavam altos salários, mas todo esse dinheiro era o mesmo que nada, nunca viajavam, nunca iam a lugares novos, os dois viviam sempre na mesmice ao longo da vida.

Conheci os dois já na velhice de ambos, meu pai prestou serviços para eles como administrador, acabei participando de algumas reuniões com aquele simpático casal de idosos, pensei eu na primeira vez que os vi, para logo depois eles me dizerem que eram apenas bons amigos.

Era bonito e melancólico vê-los, o rosto envelhecido dele olhando para ela com amor, com culpa, com remorso e os olhos dela, já fracos lançando de volta um olhar de amor e dor. Eu sinto que eles sempre se amaram.

Ela até tentou, já idosa, dar chance para um novo amor, um homem mais jovem, que infelizmente apenas se beneficiou de sua pomposa aposentadoria, a cada desfalque que ela levava, lá estava ele, para ampará-la para ajudá-la em seus problemas financeiros. Depois fiquei sabendo que suas cuidadoras eram pagas por ele e que sempre um de seus carros era deixado à disposição dela para o que quisesse.

Assim, nos poucos anos em que convivi com ambos, os vi envelhecendo cada vez mais e mais, cheguei a pensar algumas vezes se não seria melhor que eles aproveitassem o resto da velhice juntos, usassem seu dinheiro para viajar, descansar, usufruir um pouco da vida, mas nada disso, os erros do passado os consumiam, ela já cansada da idade vivia seus dias de forma pacata em seu apartamento, ele, mesmo aposentado continuou a trabalhar.

Ela tinha muita dificuldade de se locomover e era muito orgulhosa, gostava de andar na rua sem ser amparada por ninguém. Um dia levou um tombo e bateu a cabeça, o Alzheimer que já dava seus primeiros sinais piorou de forma drástica, ela passou a não reconhecer mais as pessoas: se esqueceu de mim, se esqueceu dele, se esqueceu de todo mundo, de tudo.

Algo morreu nele naquele dia, ele já se arrastava pela vida, a essa altura era difícil acreditar que ainda resistia sob seus pés, mas com a postura totalmente curvada, ele a visitava sempre, até que um dia durante o almoço, no mesmo restaurante de todos os dias ele morreu engasgado com uma azeitona, chegaram a pensar que era infarto, fizeram massagem cardíaca, o que piorou a situação, ele morreu assim, dessa forma.

Essa semana liguei para perguntar dela, a empregada contou, que “ela se comporta como uma criança” e talvez nem saiba que ele morreu.

A história deles acabou assim e eu nem sei se disso tudo há uma lição de moral para compartilhar com vocês, apenas senti a vontade de narrar a história que acompanhei já em seu desfecho, seu desfecho triste.

Daquelas duas pessoas que poderiam ter vivido uma linda história de amor sobraram apenas os bens, ela está interditada e tem seu patrimônio administrado por uma sobrinha, a herança dele coube há um primo que apareceu apenas depois de sua morte.

Eu sinceramente espero que, de alguma forma eles possam se encontrar outra vez, queria poder ter feito mais ao invés de só ouvir e assistir a tudo, mas o que eu posso fazer? A história era deles e não minha, o amor era deles e não meu.

O que acaba comigo é saber que eles não foram felizes.

De: Carol

Para: W. e A.


Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
Romanos 8:31-39

A minha vida nunca foi fácil ou tranquila: quando eu ainda estava sendo gerada eu sofri 2 paradas cardíacas (os médicos chegaram a pensar que eu tinha morrido), quando eu tinha 6 meses uma sanca de gesso caiu no meu berço pouco depois do meu pai ter me tirado de lá, aos 3 anos sofri a 1ª tentativa de sequestro, com 6 anos eu vomitei sangue por 5 dias (até hoje sem explicação), aos 8 anos aconteceu a 2ª tentativa de sequestro, com 14 anos tive pedra na vesícula e quase morri na cirurgia e por fim aos 22 anos fui diagnosticada com colite eosinofílica, uma doença inflamatória intestinal rara e aparentemente sem cura.

Aí vem aquela velha pergunta: SE DEUS É TÃO BOM E PODEROSO COMO ELE PERMITE QUE ESSAS COISAS RUINS ACONTEÇAM COM AS PESSOAS?

Esse, no entanto, não é o raciocínio certo. Se você pensa assim você coloca o ser humano no centro da questão, você ME coloca no centro da questão, mas o ser humano não é o centro de nada!

O certo seria questionar: COMO DEUS SENDO SANTO E JUSTO E SABENDO TUDO DE ERRADO QUE EU E VOCÊ FIZEMOS, PENSAMOS E FALAMOS ONTEM, ANTEONTEM, SEMANA PASSADA NÃO NOS MATOU ENQUANTO DORMÍAMOS?

Mesmo errando e me arrependendo e tornando a errar, Deus me deixa aqui. Estou viva pela misericórdia de Deus, estamos todos vivos pela misericórdia de Deus, estamos aqui sob a permissão dele. Mesmo que você não acredite, o ser humano é uma estrutura frágil demais para permanecer por aí, dominando tudo sem que uma força divina permita sua existência.

Todo mundo em algum momento enfrenta dificuldades na vida, provações, dores e sofrimento. Se na sua vida tudo está certinho demais alguma coisa está errada. Nós precisamos dessas experiências para nos transformarmos e aprendermos a entender o amor de Deus.

Nada pode nos separar do amor de Deus, nem nós mesmos.

Mesmo assim, você sente que quer que sua vida seja transformada, mas você sabe o quanto essa transformação custa?

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:2

Não se conformar com o mundo é doloroso, não se amoldar aos padrões desse mundo é doloroso. Não espere que seja fácil. Não se amoldar ao padrão é um caminho difícil e lento. Não se engane, querendo ou não você vai ter que cair e levantar muitas vezes, porque é assim que se aprende. 

Se você realmente vai entrar nessa jornada de transformação, não espere uma fé morna de templos de pedra, não espere a tranquilidade de um culto de domingo.

Você não vai se encaixar no padrão, nem do mundo e nem do templo e vai ser difícil! Não espere coisas fáceis de Deus, estar com ele nunca vai ser fácil e nem pode ser, pois você vai ter que enfrentar nada mais nada menos que o mundo para estar com Ele.

Inspiration by Pr. Voddie Baucham

Pessoas arrogantes podem conquistar o mundo.
Pessoas arrogantes podem ter o melhor emprego, o melhor carro.
Pessoas arrogantes podem viver relacionamentos felizes.
Pessoas arrogantes podem ter tido uma história de vida inspiradora.
Pessoas arrogantes podem ser incrivelmente inteligentes e competentes.
Pessoas arrogantes podem criar filhos humildes.
Pessoas arrogantes podem deixar legados profissionais.

São as pessoas que dizem "EU faço", "Eu sou", "Eu quero", idolatram o "EU".

Pessoas arrogantes, no entanto, acabam sozinhas.
Pessoas arrogantes não são totalmente felizes.

Arrogância é a autoafirmação do fraco de espírito, daquele que precisa diminuir os demais para se sentir melhor.
Todo mundo tem o direito de saber quem é e de não se deixar menosprezar.
Mas pessoas arrogantes se envaidecem, até na humildade querem ser mais humildes que os outros.
Adoram invocar seus direitos, mas pouco cumprem seus deveres.

Pessoas arrogantes terminam sozinhas de um jeito ou de outro.
Pessoas arrogantes são muito chatas!

Pessoas arrogantes, recadinho do coração: 
Apenas parem...



Me mudei pela 13ª vez de apartamento (sou uma nômade nata) e estou de volta à Rua 16 de março, a "queridinha" dos petropolitanos. Muita gente fala e pensa muita coisa sobre essa rua, já morei aqui em 3 endereços e desvendo agora pra vocês fatos sobre esse lugar: vai ser uma revelação para alguns e um tapa na cara de outros, #Tretando!

1. Não é tudo isso que vocês pensam: sério, os apartamentos, salvo algumas exceções, correspondem a apartamentos comuns de classe média do subúrbio do Rio nos quais eu também já morei, mudem o filtro de vocês sobre "lugar de rico".

2. Morar nessa rua é algo super valorizado ao meu ver, nem todo mundo que mora aqui é rico, eu mesma me considero com uma renda bem normalzinha, pago coisas parceladas como todo brasileiro.

3. Aqui também tem barraco, o povo discute em casa e dá até pra ouvir um pagodinho bem maroto dos vizinhos, esquece essa de elite branca opressora.

4. Aqui muita gente é "cheia do que não tem", já tive a oportunidade de ver alguns apartamentos das pessoas aqui, andam bem metidos na rua mas tem móveis velhos e muitas vezes estão devendo condomínio #prontofalei

5. Quem tem vaga de garagem aqui é Rei, pois é mais difícil do que achar uma sapatilha que não esfole o pé.

6. A maioria dos porteiros (pelo menos os que eu conheço) são super gente boa, talvez os ilustres moradores da rua soubessem disso se pelo menos se dessem ao trabalho de dar bom dia pra eles.

7. Durante o ano letivo no horário da tarde a rua fica cheia dos adolescentes que saem dos colégios aqui perto, lidar com os grupinhos obstruindo a rua é um exercício de paciência, mas eles não fazem mal à ninguém.

8. Todo ano a 16 de março é palco do polêmico trote dos calouros de medicina da FASE, apesar de muitos ficarem bêbados como gambás enchendo o saco de todo mundo e de dar um nó no trânsito é um evento bem legal e divertido, os moradores jogam água nos alunos (eles que pedem tá?) e é uma festa!

9. Tem uma loja de vinhos chamada Bordeaux que parece que nunca fecha.

10. Para quem mora nos apartamentos de frente pra rua nos andares mais baixos nem sempre á fácil dormir pois quando o caminhão de coleta de lixo passa o barulho incomoda bastante, sem contar os serumaninhos maravilhosos que ficam bêbados no fim de semana e quebram simplesmente TODAS AS LIXEIRAS DA RUA.

11. 80% dos que ostentam aqui não moram aqui, nos domingos e feriados a rua fica deserta!

12. Para os que não sabem 1 dos fóruns de Petrópolis fica nesta rua, o fórum de audiências trabalhistas, é todo de vidro, bem bonito até (por fora).

13. Todos os candidatos à prefeitura fazem campanha por aqui nas eleições, TODOS!

14. No lugar onde hoje fica a Drogaria Raia funcionava uma padaria bem antiga da cidade, um monte de gente de todo o tipo tomava café da manhã lá, e incrivelmente todo mundo se falava, no último dia de funcionamento todos brincaram que iam comprar um item da padaria até não sobrar nada, no fim todo mundo se emocionou muito (eu estava lá).

15. O Gil Brother (conhecido como Away de Petrópolis) tá sempre por aqui, às vezes ele fica rodando sozinho na rua. Ele gravava vídeos numa sala em um prédio de frente pra um apartamento no qual eu já morei, eu ria horrores escutando as gravações.

Faixa Bônus: em tempo, uma descrição maravilhosa da desciclopédia, ri muito (alguns chamarão de recalque)!

16 de Março - Mais conhecida como playboylandia, esta ruazinha simpática é onde se encontra a maior massa petropolitana de riquinhos, filhinhos-de-papai, vacas patys e estudantes colegiais de nariz empinado, que se reúnem lá para papear, paquerar e atravancar a calçada andando em bandos enormes. Nesta rua ficam as lojas mais careiras e inúteis chiques de Petrópolis, vendendo apenas artigos de qualidade (Nike Shox e calças da Opção e da Taco), devido aos quais os otários acabam com o limite dos seus cartões, comprando uma calça ou um tênis ridículo, caro para c*****, para pagar em 17 vezes com juros absurdos.

Bom, coisas boas e ruins à parte morar na 16 de março pra mim é a coisa mais normal do mundo, quando cheguei em petrópolis não entendia o "endeuzamento" do povo com essa rua, até perceber que as pessoas daqui acham que morar nesse lugar é status (gente, na boa, muda esse filtro, vocês exageram muito). Percebi muita gente metida ostentando uma coisa que nem é tanto assim.

Então já que os petropolitanos fazem tanta questão,
16 de março I'm back by popular demand!



Eu não sei ficar
Eu só sei ir embora
Eu só sei deixar
Eu só sei seguir
Sem esquecer 
Nunca fico por muito tempo no mesmo lugar
Eu vou embora de lugares
Eu vou embora de pessoas
Eu vou embora de sentimentos
É isso que eu faço: eu vou embora
Não sei mais seu eu vou embora por medo ou puro costume
Só sei que não consigo ficar
Nunca vi um bom motivo pra ficar
Nada nunca me prendeu o bastante pra ficar
Nasci com uma grande angústia que me faz ter essa vontade de ir
Eu já fui embora tantas vezes
Já me acostumei tanto à ir embora
Nunca me acostumei a ficar
Não sei se um dia iria me acostumar
Ir embora já faz parte de mim
Eu não sei ficar
E acho que nunca quis saber.

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